Joinville 10 de fevereiro de 1922

Querido Reinhold

Saudações!

Depois de muitas voltas e andanças ante ontem dia 7 cheguei e agora estamos em casa enquanto as obrigações não forçarem ir adiante.

Tenho me esforçado por todos os meios de ir até o Rio Novo, mas até agora não surgiu esta oportunidade. Também nada sei de meus pais se estão vivos ou estão mortos. É a terceira vez que estou tentando ir para lá. Agora penso que talvez em maio dê certo.

Nós tivemos a Convenção Anual. Grandes Programas. Grandes alvos, tudo estaria bem, mas o Lupers foi transferido para Portugal e o trabalho aqui fica sem ninguém no lugar para o comando.

Daqui da região irão 4 estudantes para o Colégio isto é dois pares e por eles espero mandar aquele Hinário “Skanha Rota”. [Um hinário leto chamado de “A Jóia do Som”]

Agora olho e penso o que começar em um lugar totalmente estranho e onde não tenho nenhuma pessoa conhecida para conversar ou trocar alguma experiência ou planejar algum trabalho.

A Igreja em Rio Branco está muito feliz com a minha vinda para cá. Somente não sei o que pensam os Rionovenses.

Por favor, escreva contando como foram as suas férias.

Escreva para Joinville Sta. Catarina

Com um sincero abraço.
Carlos Leiman