[Sem data, mas deve ser julho de 1919]

Querido irmão,

Recebi a tua carta, pela qual agradeço. Agora eu estou indo muito bem. Hoje o tempo está magnífico, mas a semana inteira ficou nublado e chovia um pouco. Fazia mais de um mês que não tinha chovido.

Ainda bem que agora podemos transplantar os repolhos, e os nabos estão quase no ponto de cozinhar. As alfaces, umas estão bem grandes e outras estão ainda pequenas.

O milho não está todo colhido. No paiol despejamos 135 cargas, e quanto ainda temos que trazer não sei calcular. Na nova coivara em toda parte o milho deu espigas muito grandes. Da Bukovina foram trazidas 60 cargas.

Lá também deu muita abóbora. Fazia anos que isto não acontecia. Junto àquele tronco onde o gavião fica pousado deram abóboras das grandes, de diversas formas e cores e muito pesadas. Nós estamos dando prioridade para a colheita do milho; as abóboras vamos buscar depois. Para a Marsa e a Zebra não faltará serviço.

Daqui a pouco tempo vamos ter que começar a derrubar capoeiras. Então trate de vir logo para casa para ajudar-nos.

Você deve vir para casa para ver os patos, os filhos da “Lembrança”: são dois machos e duas fêmeas. Os machos nós chamamos um de Doca e o outro Schina. As fêmeas, uma é Schika e a outra e Saglene [“ladrona”]. A Saglene pôs treze ovos e começou a chocar. A Schika também começou a botar. As duas são muito safadas, pois voavam pelo ar e chegaram a voar até o pasto do Butler, onde ele tinha um pequeno açude de peixes. Elas tentavam colaborar na pescaria e não voltavam para casa: a solução foi cortar as penas das asas.

Quando você vier para casa nós vamos matar o velho peru. Agora temos 5 perus: dois machos e 3 fêmeas. Você nos deve avisar para que o coloquemos em regime de engorda.

Bem por hoje chega de escrever, deixa para outra vez.

Com sinceras saudações,

Luzija