Sem data
Querido irmãozinho!!
Saúde. Recebi a tua carta pela qual agradeço. Nós aqui estamos mais ou menos bem.
Agora estamos todos com saúde novamente. Antes da Festa da Mocidade ficamos de cama, tínhamos tosse, febre, prostração e cansaço. Eu e a Mamma fomos as mais atingidas. Eu é que fiquei mais tempo, duas semanas de cama e ainda sinto dor de garganta que cantar nem pensar. Claro que nos tomamos remédios, mas aqui eles são muito caros. Um vidrinho custa 1$600. Bem que você poderia comprar Allium Sativun e enrolar nos jornais e nos mandar.
O tempo está muito instável. Chove toda a primavera tornando difícil a capinação e impossível as queimadas. Quando não chove dois dias pode se ter a certeza que no terceiro é chuva na certa. Hoje cedo pela manhã choveu e depois limpou, mas agora à noite a trovoada está roncando ameaçadora e chove tão forte que há correntezas pôr toda parte. Agora, parece mais o mês de fevereiro do que estar em plena primavera.
Nada quer crescer direto e a mandioca está apodrecendo, mas não em toda parte, mas principalmente aquela roça atrás da horta dos repolhos.
A coivara ainda não pode ser queimada. Milho, já plantamos mais de duas quartas, arroz 1 quarta e dois litros e ontem plantamos batata doce e hoje plantamos melancias, pepinos e batata salsa.
Bem vou ter que terminar. O que tanto ter que escrever está chegando o sono e terei que ir dormir. Nada de bom eu não tenho o que escrever e que é ruim não vale a pena.
Onde vais passar as férias.
O que faz o Janka, [Jahnis Klawa] Ele ainda está lá? Em que classe ele está?
O Roberto Klavin te escreve ou não?
Chega na próxima vez pode ser que o Arthurs [Otto Roberto Purim] escreva quanto alto e gordo ele está.
Lembranças de mim e dos outros. Luzija.