Rio Novo, 18 dez, 1918
Querido irmãozinho,
A tua carta eu li. Muito obrigado. Estou indo bem, estou com saúde. Nós sempre esperávamos que você viesse para casa, mas agora não há o que esperar. Se você tivesse vindo poderias ajudar a levar o [porco] Ralschaku, que agora é grande gordo e pesado. Vamos ver quantas arrobas vai dar. Nós ainda temos 5 porcos na engorda para levar para vender este ano. Melancias ainda não estão maduras, mas nós hoje, — melhor, esta noite — comemos os primeiros pepinos. Bem, por hoje chega, amanhã vamos à cidade e por isso hoje à noite não poderei escrever muito.
Desejo um Feliz Natal para você. Aqui na Escola Dominical não vamos ter festa este ano. Quem dirige é o Leiman. O Arnolds foi para a serra [NOTA: Planalto serrano, provavelmente Urubici]. Então não viajaste para São Paulo. Nos Klavin tem aqueles filhotes de gafanhotos que comem todas as plantas das roças.
Com muitas lembranças,
Arturs [Otto Roberto Purim, aqui com cerca de 13 anos de idade]