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PREFÁCIO
A presente tarefa do Cristianismo não é uma auto-interpretação primariamente em termos de evidências históricas. Uma vez que estas evidências resistiram ao teste das críticas textual e histórica, em virtude do mesmo fato cessaram de satisfazer à consciência cristã conforme relacionada à razão. Consequentemente, é o próprio Cristianismo que requer uma interpretação em termos de si próprio separadamente de seus aspectos externos.
A filosofia e a ciência, que desafiaram o pensamento cristão no passado, estão declinando em reclamar uma primazia na interpretação da vida humana e do universo físico. Suas contribuições, todavia, ao conhecimento, por parte do homem, do universo físico e da personalidade, tornaram-se parte da consciência do homem. As consecuções da própria filosofia e da própria ciência demandam uma interpretação em termos de seu significado pessoal. Ainda, isto torna necessário para o Cristianismo interpretar o homem e suas consecuções através da razão, em termos que não são limitados por sistemas de pensamento ou método científico.
Este trabalho é uma tentativa de fazer-se uma inquirição nos princípios da vida, da personalidade e do conhecimento subjacentes à morte e ressurreição de Jesus Cristo, o fator fundamental do Cristianismo. Não é o objetivo do autor apresentar aqui qualquer sistema de interpretação da religião cristã, mas somente indicar alguns de seus princípios conforme interpretados por Cristo em Sua morte e ressurreição.
Sendo uma “Introdução”, este estudo objetiva apresentar um método, ou ponto de vista, de interpretação do assunto com um esforço de possibilitar a pessoa a enfrentar os problemas religiosos atuais. As discussões aqui estão apresentadas em afirmações resumidas para indicarem meramente os princípios gerais. Isto é feito a fim de abranger-se o campo tanto quanto possível dentro do escopo do propósito do escritor. Os capítulos da tese não são, em si, unidades completas. O objetivo é fazer uma unidade da tese como um todo.
A primeira parte apresenta de maneira sucinta a natureza do ambiente físico e social do homem, em termos da qual ele descobre e procura resolver seus próprios problemas moral e religioso. A segunda parte declara a validade objetiva da morte e ressurreição de Jesus Cristo conforme relacionada à experiência humana como um todo. Inclui também um estudo do fato do pecado como um problema de interpretação. O capítulo cinco desta parte foi particularmente resumido simplesmente para apresentar Jesus como uma Pessoa histórica para o estudo de Sua morte e ressurreição. A terceira parte é uma inquirição na natureza da própria experiência por parte dos apóstolos da morte e ressurreição de Jesus, com ênfase sobre o processo pelo qual eles apreenderam seu significado.
O escritor reconhece sua dívida a vários autores, em particular àqueles mencionados na bibliografia anexa. Devo gratidão especial às obras The Philosphy of the Christian Religion, de A. M. Fairbairn; An Introduction to Metaphysics, de H. Bergson; e The Christian View of the World, de G. J. Blewett.
O escritor deseja declarar aqui que apreciou imensamente deste trabalho. Todavia, está consciente da vastidão do assunto tratado, e da apresentação imperfeita do mesmo. Este estudo lhe proporcionou um amor e compreensão mais apreciativos de Jesus Cristo. O escritor sente que ficou mais habilitado a simpatizar e auxiliar aqueles que têm dificuldades e dúvidas honestas em relação ao Cristianismo como resultado dos problemas levantados pela Ciência e Filosofia modernas.
Reynaldo Purim
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