Clique AQUI para ler ou baixar a apostila completa em PDF

Introdução

Esta introdução visa apresentar algumas explicações preliminares referentes à razão de ser do assunto deste livrete e do método de sua pesquisa.

A pessoa de Jesus Cristo será estudada aqui principalmente de modo prático e não doutrinário ou teológico. Esperamos focalizar a pessoa e a obra de Jesus Cristo como ele mesmo apresentou-se na História ou na experiência humana e não como os teólogos o têm procurado apresentar na teologia ou na cristologia.

Este método e ponto de vista são necessários porque os problemas religiosos do tempo atual, que precisam de solução, não são, necessariamente, teológicos, mas práticos. Hoje em dia pouco se estuda a pessoa de Jesus Cristo, doutrinariamente, mas, sim, nos seus aspectos práticos ou históricos. Hoje não somente os cristãos, mas os homens, em geral, precisam conhecer mais de perto, não primariamente, o Cristo da teologia, mas o Jesus como o Salvador e Senhor da sua vida pratica. O conhecimento deste aspecto é necessário também para a evangelização do mundo e para combater as forcas do inferno que se levantaram contra o Cristianismo como a religião da salvação. É com atenção ao aspecto pratico do Evangelho e do Cristianismo que desejamos examinar a pessoa de Jesus Cristo em suas perspectivas históricas gerais.

Para esta finalidade, mais outras explicações preliminares tornam-se necessárias antes de entrarmos no exame do assunto. Por exemplo, quando mencionamos neste estudo a História, temos em mente a História Geral da humanidade ou o seu panorama global que inclui também a História do Cristianismo que surgiu dentro do panorama da História Geral e dele faz parte. Além disto, a pessoa de Jesus constitui a chave para a interpretação da História como um todo. Sem a pessoa histórica de Jesus Cristo e sem o Cristianismo com a sua obra na História, esta como tal não pode
ser interpretada.

Neste estudo visamos abordar o problema da evangelização em que todos nós e muitos outros crentes estamos interessados em escala cada vez maior. O andamento da obra de evangelização para muitos crentes parece lento demais e não correspondendo às necessidades do tempo presente. Os problemas sociais e econômicos crescem e ameaçam não somente o Cristianismo como religião histórica, mas, também, põe em perigo a vida humana na sua totalidade. A percentagem da explosão demográfica, por exemplo, e maior do que o crescimento do número dos cristãos. Na base de informações estatísticas, o mundo nunca será evangelizado. Daí a ansiedade de muitos crentes; daí os esforços evangelísticos; daí também o aparecimento de determinados movimentos avivalistas heréticos e prejudiciais.

Embora todos estes movimentos se apresentem com a finalidade de intensificar a evangelização, nem todos eles se justificam diante da obra de Jesus Cristo. A propósito, devemos mencionar também as ideologias sociais ou políticas que se oferecem para solucionar os problemas da vida humana e que alegam que as igrejas ou o Cristianismo organizado têm sido muito lento no cumprimento da sua tarefa no mundo. Em face da presente situação surge em alguns crentes um pessimismo profundo e a ideia de que a marcha atual do Cristianismo nunca irá oferecer solução para os problemas da vida humana. Crentes ha que consideram a marcha do Cristianismo atual como fracasso e julgam necessário mudar tudo ou começar tudo de novo. A situação presente obriga-nos, pois, a considerar o assunto da propagação do Cristianismo mais detidamente e com mais carinho do que temos feito até agora. Hoje estamos realmente diante do dilema: Ou avivamos o andamento da obra de evangelização ou vamos perecer sob a pressão do mundo confuso e desesperado. Se os crentes e as igrejas não fizerem frente à situação atual e se não oferecerem aos problemas existentes uma solução cristã, então, eles mesmos, correm o perigo de serem pisados pelos homens, como falou Jesus, quando comparou os seus discípulos a luz do mundo e ao sal da terra.

Os problemas atuais da vida humana, certamente, não vêm do Cristianismo, que é obra divina, mas dos cristãos que nem sempre têm dado a devida interpretação do próprio Cristianismo ao mundo. Como obra divina, o Cristianismo nunca irá fracassar; os seus aparentes fracassos tem sido dos homens. Nunca devemos perder de vista esta verdade para nosso próprio fortalecimento. Os aparentes fracassos do Cristianismo têm sido nossos fracassos e são da nossa responsabilidade. Para tomar a nossa obra na expansão do Cristianismo mais eficiente e mais frutífera, precisamos descobrir as nossas fraquezas e erros e os dos nossos antepassados e precisamos corrigir-nos a nós mesmos.

Os defeitos vêm do passado e vem de longe. Somos vítimas e sofremos os defeitos das faltas dos que passaram. Isto, porém, não nos justifica, nem diminui a nossa responsabilidade. Somos responsáveis pela perpetuação dos erros dos outros e também pelos nossos e pelo prejuízo que poderão trazer sobre as gerações vindouras. Na situação atual, de modo algum devemos ficar indiferentes. Pelo contrário, precisamos procurar descobrir as origens dos nossos problemas e achar uma solução para eles nas Escrituras Sagradas.

Qual deve ser então, a nossa tarefa, hoje em dia? Alguém irá perguntar e com razão. A resposta não depende, certamente, de nenhuma análise das medidas que já tem sido propostas ou sugeridas e mesmo experimentadas na prática. A nossa tarefa não
é necessariamente, analisar ou criticar as tentativas dos outros, nem formular alguma ideologia ou método nosso para a evangelização para substituir os que existem. A nosso ver, precisamos ir ao próprio Jesus Cristo para procurar conhecer melhor como ele está apresentado nas Escrituras Sagradas e seguir o seu exemplo e ensino. Precisamos reconhecer mais, por exemplo, o fato de que Jesus Cristo é o nosso Salvador e também o Criador da História; e o seu centro e interprete. Foi ele quem implantou no mundo o Cristianismo como a religião da salvação dos pecadores e de solução para todos os problemas da vida humana. Precisamos examinar, pois, nos evangelhos, como Jesus atuou no seu ministério para implantar nos homens o reino de Deus. Precisamos examinar o método de trabalho dos apóstolos e de outros cristãos primitivos, que andaram com Jesus e aprenderam dele e cujo exemplo está ao nosso alcance nas Escrituras Sagradas.

À luz do exemplo e ensino de Jesus Cristo e dos seus apóstolos, precisamos examinar, também, na História do Cristianismo, como os outros cristãos posteriormente se afastaram do ensino de Jesus e dos seus apóstolos e como enfraqueceram a obra do evangelho. Isso deve servir para nós de aviso para não cairmos em deslizes semelhantes. O nosso ponto de partida é base para a nossa orientação deve ser, pois, o exemplo e ensino de Jesus quando atuou neste mundo. Precisamos examinar nos evangelhos como ele mesmo se apresentou aos homens. A nossa preocupação não precisa ser necessariamente como ele tem sido e é interpretado na teologia. Dizendo isto não queremos diminuir o valor da teologia. Esta é essencial para o doutrinamento dos crentes, mas não para a evangelização dos não crentes. Na evangelização não precisamos apelar para doutrinas, mas para experiência e fé. A este respeito, precisamos compreender a atuação do Espírito Santo, como aquele que glorifica Jesus Cristo nos homens. O mundo de hoje precisa e, de um modo ou outro, está buscando conhecer, o Jesus da experiência e não o da teologia. O mundo precisa do testemunho da experiência dos crentes e não da pregação teológica.

Hoje há uma tendência de buscar o Jesus da História. Esse movimento, esperamos abordar mais adiante neste estudo.

Com estas palavras introdutórias cremos que tornamos claro o nosso objetivo neste estudo e o método pelo qual esperamos alcança-lo. Ao invés de consultarmos doutrinas, desejamos examinar fatos no método de Jesus quando ele implantou o Cristianismo neste mundo. Isto é imprescindível para a orientação do nosso trabalho hoje em dia.

Concluindo, devemos acrescentar que o presente estudo poderá despertar perguntas sobre alguns assuntos que realmente deveriam ser examinados mais amplamente, mas que, por circunstancias, vamos apenas abordar em resumo. Esperamos que os leitores considerem o presente estudo, apenas como início de uma pesquisa que hoje em dia precisa ser feita pelos pastores e outros obreiros que orientam a propagação do evangelho. A nossa palavra de modo algum será uma palavra final ou a solução para os problemas mencionados. Pedimos, portanto, e de antemão, desculpas pelas limitações na exposição da matéria.


Clique AQUI para ler ou baixar a apostila completa em PDF