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O ministro do evangelho tem como finalidade interpretar ao mundo o significado individual e coletivo da revelação de Deus em Jesus Cristo. O ministro do Evangelho é uma testemunha desta revelação, enquanto o profeta do Antigo Testamento se considerava uma “voz” da revelação de que era portador. Este proclamava e interpretava, como mensageiro, a vontade e a atuação de Deus para com os homens, ao passo que aquele anuncia e interpreta, como testemunha, fatos já verificados na história e na experiência.
O profeta do Antigo Testamento era portador de uma revelação fragmentada e incompleta quanto ao método e conteúdo. Este ministério durou até João Batista, quando veio a revelação de Deus completa e final em Cristo Jesus. Depois de Jesus, não houve mais lugar nem necessidade de qualquer revelação adicional com o propósito de completar o que nele fora revelado. O ministro é o portador, testemunha e intérprete de uma revelação completa e final e à qual nada mais há para se acrescentar.
Uma grande parte da humanidade já conhece a Jesus como pessoa histórica. Muitos, porém, não o conhecem ainda como o Cristo de Deus, como o Salvador dos pecadores, como criador da humanidade e da história e como a revelação final de Deus, o Pai, aos homens. O significado deste Jesus da história ainda é pouco conhecido pelos homens em geral e até pouco compreendido e reconhecido pelos próprios crentes.
Assim sendo, para muitos, neste mundo a revelação de Deus em Jesus ainda não se tornou uma realidade. É a missão do ministro, pois, tornar esta revelação real na experiência, na compreensão e na vida prática de todos os homens.
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